Espinhos da Carne






Essa poesia faz parte da Coletânea Imortais IV pela Editora Alternativa.

Fico lisonjeada em participar com outros autores, afinal todos devem mostrar ao mundo a sua escrita e incentivar a leitura, não podemos deixar que a literatura morra.

Eu torço para que as histórias que estão numa gaveta conheça o mundo de alguém!


Um som melódico corria rio afora...
A sombra da lua cheia tremeluzia nas águas rasas que sacudiam
suas rosas negras;
O cheiro inebriante e adocicado espalhou-se nos ares daquela noite.
O braço de Eufrates alimentava os que ali perambulavam.
Foram as visões de espírito que permitira os estágios, mas, a
ousadia que a fez ficar;
A luz cegou-a por sua ignorância e as trevas dissipou-as com
seu primeiro adágio.
Caminhou então, cegamente e ouviu novamente a força
daquelas palavras;
Sois pó, uma centeia viva da carne e eu vos concedo a roda da vida,
Para que volte e recomece, descubra, recrie e evolua;
Os espinhos não são para feri-la, mas, para protegê-la.
Vá, tome a seu tempo, em outras culturas, em outras memórias,
Pelo fogo de Hefésto, pela graça de Iduna;
Serás novamente mulher.
A causa do grande milagre, a que tem o invólucro das trevas
em suas entranhas,
O caldeirão de Gaia, a que trás e coloca em Ti a sua originalidade;
Porque, só nas memórias da alma as torna imortal.



 

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