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Vestida de Estrelas

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 Essa poesia faz parte da Antologia Registros Femininos da Chiado Books Sempre que sou convidada fico imensamente feliz em participar, as poesias nos levam para outras dimensões, onde daqui do meu cantinho eu posso olhar o céu e penetrar no véu negro que oculta todos os seus segredos. VESTIDA DE ESTRELAS Havia um desfiladeiro exorbitante de pedras íngremes Que criava um trilho desgovernado e passagens secretas, Levando para o desconhecido; Entrei... Por uma pequena abertura deslizante, alto e fatal Vi a água que se resvalava por trás delas, Daquelas paredes geladas, imensas e impenetráveis, A força e sua potência, o perigo e o pavor. Atravessei um enorme espaço vazio de um átrio apavorante Onde o único habitante possuía uma espécie de horror inevitável, Que invadiu e impregnou de imediato todos os meus sentidos; A pressão das águas que se debruçavam por trás daquelas muralhas de pedras Um pavor real! Continuei a seguir na direção do friso de luz  Que teimosamente se arrastava num burac

Espinhos da Carne

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Essa poesia faz parte da Coletânea Imortais IV pela Editora Alternativa. Fico lisonjeada em participar com outros autores, afinal todos devem mostrar ao mundo a sua escrita e incentivar a leitura, não podemos deixar que a literatura morra. Eu torço para que as histórias que estão numa gaveta conheça o mundo de alguém! ESPINHOS DA CARNE Um som melódico corria rio afora... A sombra da lua cheia tremeluzia nas águas rasas que sacudiam suas rosas negras; O cheiro inebriante e adocicado espalhou-se nos ares daquela noite. O braço de Eufrates alimentava os que ali perambulavam. Foram as visões de espírito que permitira os estágios, mas, a ousadia que a fez ficar; A luz cegou-a por sua ignorância e as trevas dissipou-as com seu primeiro adágio. Caminhou então, cegamente e ouviu novamente a força daquelas palavras; Sois pó, uma centeia viva da carne e eu vos concedo a roda da vida, Para que volte e recomece, descubra, recrie e evolua; Os espinhos não são para feri-la, mas, para protegê-la. Vá,

Além do Tempo

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  ALÉM DO TEMPO Curvado pelo próprio Cronos Soou as palavras que encantou o mundo, Oh! Digitalis Purpúrea, devotado sou Que de seus dedos de fadas escorram a Eufórbia helioscopia; E, que desse leite matutino possa abrir a porta que selaste. Espelhos do norte, hypericum perforatum dourados Liberta-me da Circala Lutetiana, Que através das lentes corpóreas, tragam do nada o próprio mundo, Emergido pela imagem refletida, através da charneira côncava; Foi preso pelos olhos de Nephalium Loganum. Banhado pelo caos e pelo tempo Uma forte e resplandecente luz surgira, E, da luz expandiu-se toda a criação. O Universo engoliu aquelas palavras E as facetas de luz se dividiram, Formando parte do Universo e mares. Estranhamente, incompreendido pelo homem Onde acreditar que o pai tempo Foram as faces das horas, Houve um soar de voz Sou a consciência que molda os níveis de objetividade, Sou o tempo, nada mais Por excelência e criatividade. O homem se levantou E, pela primeira vez, Soube compreender qu

Além do Amor

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ALÉM DO AMOR ... As flechas atravessavam sua carne  Enquanto ouvia um som perturbador de dores  Que se misturavam com os sons metálicos das espadas; Seus tridentes, zuniam incessante.  Algo dentro dele o cortava tão profundamente  Que pôde sentir com exatidão a fenda que se abria dentro de sua alma  Que separava tudo que mais amava  Pelas glórias aventurescas de um clã rebelado.  O brasão perdido era um dogma para as batalhas  Preso por sua ambição compreendia  O quanto lutou e trucidou almas desprovidas por sua extrema ambição Agora, elucidado acima de tudo,  Viu que o objetivo maior entre tantas outras;  Era apenas a forma mais simples de compreender O fatal inimigo invisível mais poderoso, o amor.   Por esta afeição enérgica muitos clãs aniquilados  Por esta ação benfeitora, Perdiam os seus melhores soldados  Porque no final de tudo,  Quando encontravam-se com a dama negra eram aniquilados.  O auto pensamento, uma forma aniquiladora do mal  Que pesava suas atitudes e muitas vezes, e

Além da Lenda

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ALÉM DA LENDA   Eu morri inúmeras vezes Eu conheci o outro lado O outro lado do espelho, Onde as lentes corpóreas não alcançam; Onde os sons são sagrados e as cores são intocáveis E, os verdes das matas impetrantes. Os campos que se deixam cavalgar sobre cavalos alados Pássaros que seguem o arco-íris e quando se chocam, Deleitam-se de suas cores ultravioletas. Seres como as fadas Que possuem mãos de seda e fazem seu próprio mundo. Anjos que saem de seus reinos E se transformam numa realidade favorável. Eu os vi Mundos que se colidem E se multiplicam; Para tornar possível a vida. Por extensas frações de segundos no tempo espaço Que chamamos de idade. Esse período de tempo que se baseia numa infinita cavidade Que se assemelha como um útero E que nos abrasa como embriões. Porque tudo retorna a fonte Da grande mãe Da semente sagrada Do pólen fértil E da rara existência De nascer e se tornar parte De Gaia. (Texto com  DIREITOS AUTORAIS ) [Claudianne Diaz]

A Prisioneira das Sombras - Resumo da Primeira Parte

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A Prisioneira das Sombras - Resumo da Segunda Parte

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Emily Brontë, Charlotte Brontë e Charles Dikens

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O que esses autores e esses romances tem em comum? Lendo sobre eles no Livro da Coleção GloboLivros , o Livro da Literatura página 128 e 147 , diz não muito, mas, o essencial de suas vidas ilustres no mundo em questão, que é o mundo do autor. Embora, muitas vezes, depressiva e louca, outras vezes, de sucesso e nostálgica. Rara as vezes em que o autor como Agatha Christie que viveu uma vida longa, longe das imprensas e mesmo assim, com o sucesso ao seu lado. Considero essa vida perfeita. Nem sempre as loucuras da fama trás o necessário. Tudo que realmente um autor quer é ser reconhecido, porém, com a atmosfera do prazer recolhido. Esses autores que selecionei numa época remota montaram o ar gótico e trouxeram em seus livros o romance que o chamam de eterno. Um romance clássico, amadurecido e tão forte quanto as raízes de uma árvore. Superando as barreiras do tempo e como um bom vinho, quanto mais o tempo passar, o sabor aromático se tornará mais degustado e profundo deixando o sabor

Daphne Du Maurier

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" Sonhei, a noite passada, que voltará à Manderley " Essa é a frase que certamente enriqueceu e que deu vida na história de Rebeca e que deu os primeiros passos da grandiosa vida de Daphne. Eu particularmente aprecio as obras dessa autora e que tomei a liberdade de torná-la a minha inspiração. Essa frase deliberou um caminho árduo, com mais de vinte traduções e reeditado mais de vinte e oito vezes pelo mundo ganhando vida e eternizando de alguma forma o seu ícone. Às vezes, uma única frase obsoleta deixa um marco na história, e a forma como escrevia era a forma nostálgica do tempo revirando no passado, entrando nos cernes da mente, salpicando desejos e aventuras. Transformava lágrimas em segredos, solidão em busca, apreciação em reparação. O golpe misericordioso de um sonho fatal depois de um breve pesadelo. Eternizar algo requer mais que escrever, requer um dom e poucos possui. Pois, Daphne possuía o dom de sentir cada pensamento. As obras de Daphne é sentida em todos os a

Edgar Allan Poe

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Quem já não ouviu falar desse ilustríssimo autor? Ele teve uma vida bem definida quando se trata da Literatura, embora tenha partido muito jovem. Foi em seu curto destino entrelaçado de mistérios, suspenses e segredos que deixou uma incógnita até mesmo sobre a sua sepultura. Mas, o símbolo misterioso até mesmo de sua morte o deixou num estado de glória. Seus Contos atravessaram séculos e ainda resiste com êxito a força de suas memórias. O único instrumento mais concreto que deixou de sua estimada vida. Presumo que todos já conhecem as suas histórias, mas, muitos se perguntam se sua vida não fora um tanto as suas próprias palavras. Um de seus livros o deixou obsoleto e nada mais foi como antes. Porque todos sabem, que quando os nossos próprios demônios vem à tona, não é possível contê-lo mais dentro de nós. Jamais conseguiríamos domesticar assim, como o Gato Preto . Um dos seus personagens mais aterrorizantes que perdeu um dos seus olhos pelo vislumbre da ira. O que mais seria capaz de

A Prisioneira das Sombras

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Coronéis, soldados, anfitriões de todas as partes do mundo dando uma salva de palmas para os musicistas que fariam a festa dar vida aos ouvidos de todos. As pessoas tinham acomodados de forma circular com os mais nobres vestidos e vestimentas da época. Os trajes a rigor foram alvos das fotografias sucessoras que renderam um espaço no mundo da moda. Em meados de doze ou quinze anos construíram algo que se dissesse brandura iria tornar uma palavra longínqua nas mãos dos arquitetos. Toda a estrutura do salão tinha suas riquezas ornamentais feitas pelas mãos de grandes artistas. Em especial o que tinha dado vida ao teto com tamanha realeza em cores. As enormes colunas sustentando as decorações gigantescas de gesso redesenhando como se fossem rosas ao vento. Os gigantescos lustres dourados que reluziam ao retrocesso de cada luminosidade e a formosura da cúpula que se estendia por mais de setenta metros. O salão fora preparado para as danças típicas e das óperas. Antes de

Diário de Uma Feiticeira

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Diário de Uma Feiticeira são pensamentos do dia a dia do diário de uma bruxa. A leitura diária faz com que empenhamos a escrever emoções, pensamentos e nossas crenças. Embora, num mundo eclético temos que respeitar todas as formas de fé. Portanto, acredito que as pessoas que ouvirem independente da religião irá compreender. Pois, são apenas poesias que se tornaram fragmentos de um Livro que ainda está em produção.

Diário de Uma Feiticeira

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Diário de Uma Feiticeira são pensamentos do dia a dia do diário de uma bruxa. A leitura diária faz com que empenhamos a escrever emoções, pensamentos e nossas crenças. Embora, num mundo eclético temos que respeitar todas as formas de fé. Portanto, acredito que as pessoas que ouvirem independente da religião irá compreender. Pois, são apenas poesias que se tornaram fragmentos de um Livro que ainda está em produção.

A Prisioneira das Sombras

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A Segunda Parte do Romance A Prisioneira das Sombras tem reflexos de eventos históricos e aqui vou deixar um breve resumo dos principais eventos. [ Resumo da Segunda Parte do Romance] A Prisioneira das Sombras — Um Romance Histórico Há dois anos a crise acentuava em todo o país, assim, como no resto do mundo. A guerra tinha terminado após a assinatura que deliberou oficialmente a paz entre nações. O armistício assegurou o tratado de harmonia e controle sobre as nações em 1918 , mas, já no início da década de vinte as exportações caíam sem cessar. As pequenas indústrias que conseguiram se manter fortes após o descontrole da guerra já não se abstinha com a desvalorização da moeda e todos os setores perderam quantias exorbitantes em áreas menos favorecidas. As indústrias que mais faturavam e que mantinham grandes corporações foram sem dúvida, comunicada na coluna de notificações das imprensas. Destacando sem ambiguidade  a indústria IRFM . N

A Prisioneira das Sombras

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[A Prisioneira das Sombras] Um Romance Histórico Tudo se inicia quarenta anos antes do nascimento de Aiyra . Quando ainda seu bisavô xamã era vivo e liderava uma vila inteira de índios descendentes de aruaque . Um coronel se muda para a vila das aldeias Baníua e se instala por acordo capitalista. A paz que reinava terminou e uma guerra entre eles começou. A resistência dos índios em lutar por suas terras transformou tudo ao redor e em cada vida que ali permanecia. A história é ambientada na região norte do país e na era nacionalista . O país passa por várias transições sociais e políticas. Pela questão religiosa que foi um marco na trama e pela derrocada economia. No período da crise que estourava a era romântica depressiva teve os treze generais que assinaram o documento para existir equilíbrio e idealismo numa sociedade. Mas, durante e depois das crises se estabelecendo, com as máquinas avançando o retrocesso humano, as fábricas de carros aparecendo, a transfor

Além do Tempo

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Áudio da Poesia Além do Tempo Faz parte da Antologia de Poesia Brasileira Contemporânea Além da Terra, Além do Céu Vol. IV Chiado Editora