Belisama em Fases Lunares






Mãe da escuridão
Aquela, cuja manifestação, está no céu em trevas,
No fundo das cavernas
No verde das matas.
No anoitecer do dia,
A escuridão das profundezas estelares, e que adormecida ouve os sussurros dos peregrinos na terra.
Mãe, que canta com o assopro dos ventos e faz o coração pulsar de alegria.
Escondida entre a luz que se fundiu permanece gloriosa para ouvir os que em silêncio declama a sua aparição no céu.
Esplendorosa mãe que se prepara para descortinar o véu da reflexão, abre os sentidos e os faz mergulhar no mais profundo oceano de fantasia e imaginação.
Mentes que varrem os mares em busca de explicação.
Pavorosos olhos noturnos que viajam sobre as ondas procurando um punhado de elucidação.
Peregrinos, crianças do tempo que desejam compreender quem és, para onde vais e o que são.
O silêncio do tempo em cada coração reflete de volta a seu mestre interior todas as respostas.
E, no entanto, o som do mundo não os deixam ouvir a voz que clama, que chama e que induz.
Volta, peregrino, vai em busca do seu mestre interior. Aquele que te guia a vida toda. Aquele, cuja consciência nasceu contigo.
Os princípios de quem o determinou a ser um grão no mundo.
Semeia o que tens na mão, veja o que pode colher, se o que plantou não florescer sabes que nos espinhos do orbe muitas maravilhas não são expostas.
Mesmo assim, elas existem, fazem o seu percurso e seguem o seu caminho.
Nada é para sempre, apenas a sabedoria do tempo.
A majestosidade da vida é não brilhar o tempo inteiro. É dar aos outros a chance de se expor e mostrar o seu talento. Às vezes, anda, às vezes, corre, às vezes, senta. Como as fases da grande mãe.

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Fragmento do LIVRO [EM PRODUÇÃO] 
BELISAMA - EM FASES LUNARES

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